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Turismo de Saúde e Hospitalidade – vendo a atividade sob a perspectiva da Hotelaria Hospitalar
por Adalto Félix de Godoi
8/12/2010
 

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     Turismo de Saúde e Hospitalidade – vendo a atividade sob a perspectiva da Hotelaria Hospitalar
 

Turismo de Saúde e Hospitalidade – vendo a atividade sob a perspectiva da Hotelaria Hospitalar

Adalto Félix de Godoi

O turismo de saúde no mundo e na América Latina

Embora ainda não seja amplamente discutida e reconhecida como a oportunidade de novos negócios dentro do segmento de saúde que realmente é em diversos países o turismo de saúde, ou turismo médico tem se mostrado um modelo de atividade dentro do segmento de saúde com evidentes benefícios econômicos e um expressivo crescimento nos últimos anos. Especialmente para os países da Ásia e América Latina, que despontam como grandes players nesse mercado, embora a América Latina ainda trate do tema de forma excessivamente tímida e amadora em relação aos países asiáticos.

O turismo médico pode ser entendido simplesmente como o deslocamento de pessoas entre países em busca de tratamento médico a um custo menor sem abrir mão da segurança e da qualidade do serviço médico prestado. Embora o termo “turismo médico” ou “turismo de saúde” cause uma “falsa” impressão de que se trata de uma atividade estritamente turística, é na verdade uma atividade ligada à saúde utilizando-se da infra-estrutura do turismo que oferece os serviços complementares ao paciente-turista. A motivação e objetivo principal estão relacionados diretamente com o segmento de saúde e à estrutura médico-hospitalar existentes na localidade escolhida.

Alguns fatores contribuíram para o aumento da atividade nos últimos anos como o crescente custo da saúde nos países mais ricos como os Estados Unidos, onde parcela expressiva da população não possui seguro saúde ou não está disposta a pagar os altos valores dos co-payments exigidos por médicos e hospitais. Como exemplo, nos EUA em 2007 59% dos trabalhadores americanos possuía algum seguro saúde. Em 2001 eram 65%. Uma queda de 6% que aumentou desde 2007 e se agravou com a crise internacional nos dois últimos anos apesar das tentativas do atual governo em melhorar os índices. O custo com a saúde subiu 87% do ano de 2000 a 2007 enquanto a inflação no período para os americanos foi de aproximadamente 18%. Em alguns países europeus o problema tem sido as longas filas e uma oferta de serviços de saúde menor que a demanda real. E não menos importante e em alguns casos a principal motivação está o desenvolvimento da medicina em países até então considerados periféricos e que apresentam uma medicina tão avançada como nos melhores centros médicos mundiais.

De acordo com um relatório da Deloitte Healthcare Division (USA) estima-se que em 2007, 750 mil americanos viajaram para outros países em busca de alguma forma de tratamento médico, com a expectativa de ultrapassar os dez milhões de pessoas a partir de 2015. Ou seja, os números mostram que as perspectivas são promissoras para os próximos anos. Embora crises econômicas regionais ou internacionais possam desestimular muitas viagens para tratamento médico não-emergencial, obriga de certa forma outra grande parcela a buscar tratamento a um custo menor beneficiando países e regiões mais competitivas na oferta de atendimento médico, a exemplo da Tailândia, Singapura, Índia, Brasil, Costa Rica e México. Mesmo diante das propostas de mudanças no cenário do segmento de saúde norte-americano, as pessoas propensas a utilizar os serviços de saúde em outros países não são necessariamente o alvo da mudança, não impactando nesse segmento de mercado.

O quadro abaixo mostra o fluxo internacional de turistas em busca de tratamento médico em outros países nos anos especificados. A Tailândia lidera no montante de pacientes atendidos em comparação com os demais países.

Ano / País / Número de pacientes internacionais recebidos
2006 / Tailândia / 1,2 milhões
2007 / Índia / 450 mil
2006 / Cingapura / 410 mil
2006 / Malásia / 300 mil
2008 / Brasil / 50 mil
2007 / México / 40 mil
2006 / Cuba / 20 mil

Há alguns anos atrás quem desejasse realizar um procedimento médico de alta complexidade nos países considerados menos desenvolvidos, tinha que viajar a países considerados mais desenvolvidos como os EUA e outros da Europa. Nos últimos anos ocorreu uma inversão no fluxo de pacientes internacionais, com os países relativamente menos desenvolvidos oferecendo serviços atestados por organizações que conferem selos de qualidade internacional como da JCI – Joint Commission International e a CCHSA – Canadian Council on Health Services. A eficiência e alta qualidade dos tratamentos médicos são seguidas pelo baixo custo apresentando uma redução média de 30% a 40% do valor cobrado nos grandes centros mundiais. Obviamente, ninguém colocaria a vida em risco por um mero desconto na conta hospitalar em um país desconhecido. Ou seja, a qualidade e certeza dos resultados atestados por organizações de acreditação prevalecem sobre o valor cobrado pelo tratamento.

O mercado mundial de turismo médico tem sido estimado atualmente em cerca de 60 bilhões de dólares, embora deva ser maior por ser difícil de mensurar adequadamente devido ao fato de que muitas das viagens realizadas não são computadas oficialmente, o que pode tornar as cifras ainda maiores. Muitas viagens não são computadas oficialmente por fatores políticos, econômicos ou diplomáticos, como os americanos que viajam para tratamento em Cuba e não declaram a viagem às autoridades ou viagens regionais em meios de transportes pessoais. Os principais tratamentos procurados no exterior têm sido as cirurgias plásticas, ortopédicas, bariátricas, cardiovasculares, tratamentos oncológicos, fertilização e tratamentos odontológicos.

Alguns países como a Tailândia e Índia na Ásia e na América Latina a Costa Rica, o Brasil e o México tem se mostrado como duas regiões competitivas e promissoras como destino para o turismo médico no mundo, superando referências internacionais em medicina nos países mais desenvolvidos. Alguns países já atuam há décadas tratando pacientes do mundo inteiro, aliando a experiência adquirida com a tecnologia existente, crescente conhecimento e part

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